É verdade? É sim. Ficou sério demais para ser mais uma jogada de marketing do Rei do Pop. Ele ficou famoso por isso. A ficha não caiu para muitos. Parece que as homenagens não são porque Michael morreu, e sim, porquê ele está completando 45 anos de carreira ou, até mesmo, pelo 30 anos de "Off The Wall", seu 1º álbum solo. Gostava de pensar que essas homenagens são pelo CD inédito que seria lançado e que contava com nomes da música negra atual e, também, pela turnê, infelizmente, cancelada.
Michael Jackson causou uma revolução - muito bem aceita- na música negra e na música pop. Um ser com voz, interpretação e genialidade acima do normal. Como maioria dos negros naquela época, Michael teve uma infância pobre e religiosa. Aliás, ele apenas teve idade de criança. Seu pai achava que já que os filhos eram talentosos, deveriam ser tratados como músicos talentosos e, por isso, os expunha a um sacrificante trabalho diário. Eram ensaios para músicas, para coreografias, como se portar nos palcos e tudo o mais. E Michael, aos 10 anos, já era uma estrela. E por trás dessa estrela dos palcos, existia um garoto querendo ser garoto, mas tendo de ser homem e que sofria com os maus-tratos do pai.
Michael já foi protagonista de vários escândalos e boatos. Acusações de pedofilia, inúmeras plásticas, embranquecimento de pele [?]. Para tudo isso, Michael sempre agiu com inteligência e soube mostrar que era inocente. Os fãs não o abandonaram quando a mídia o colocou contra a parede com essas acusações. Sobre as plásticas, ele disse que fez duas no nariz, apenas. Sobre a pele ter ficado mais clara, Michael mostrou que sofre de vitiligo. Sobre as acusações de pedofilia, Michael foi absolvido de uma por falta de provas e na primeira acusação, Michael firmou um acordo extra-judicial em que ele "doou" 3 milhões de dólares para a família do garoto. Garoto esse que admitiu ter mentido a mando do pai. Esperou a morte de Michael para confessar que Michael era inocente.
Como pode haver tanto drama na vida de um Gênio? Parece que todos os Gênios devem ter algum drama na vida. Mas Michael era diferente dos outros. Michael subia no palco e conseguia deixar uma multidão eufórica o tempo que fosse, sem citar uma palavra. Um negro que ficou branco, um branco com alma de negro. Um garoto que tinha que ser homem, um homem que queria ser garoto. Uma voz poderosa, pernas ágeis, corpo suingado, impossível de ser acompanhado em um duelo de dança. Uma fábrica de sucessos associada a Quincy Jones, que é o homem por trás de todos os sucessos de Michael.
Um ser humano acima do limite da normalidade. Se não fosse pelas músicas eternas, ninguém no futuro acreditaria que Michael Jackson existiu, seria uma lenda. Mas Michael Jackson não é uma lenda, é um Mito.
O MITO.

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